O que é um sistema autônomo?
Um sistema autônomo, ou AS, é um grupo de redes IP operado sob uma política de roteamento externo coerente. Ele é identificado por um número de sistema autônomo, ou ASN. Os operadores de rede usam o BGP para anunciar os prefixos IP alcançáveis e trocar informações de roteamento com outras redes. Um ASN identifica um participante do roteamento, não uma pessoa nem um servidor físico.
Como os sistemas autônomos se conectam
O tráfego da internet atravessa muitas redes independentes. Cada operador escolhe onde anunciar seus prefixos e quais rotas aceitar dos vizinhos. O BGP transporta esses anúncios entre sistemas autônomos; políticas e acordos comerciais influenciam os caminhos disponíveis. A rota vista de um local pode ser diferente da rota vista de outro, e o caminho numericamente mais curto não é necessariamente o escolhido.
Uma única organização pode operar vários ASNs, enquanto um ASN pode anunciar vários prefixos e se conectar em vários locais. Redes menores podem comprar trânsito de redes maiores; outras trocam tráfego diretamente em pontos de peering. O ASN sozinho não revela o prédio, o usuário ou a aplicação exatos por trás de um endereço IP.
ASN e alocação de endereços IP
Os registros regionais da internet mantêm informações de registro sobre ASNs e recursos de numeração em suas regiões de atendimento. O registro descreve os titulares dos recursos ou os contatos relacionados, enquanto os anúncios BGP atuais descrevem qual rede está anunciando um prefixo. Essas fontes respondem a perguntas diferentes. Um provedor de hospedagem pode anunciar uma faixa de endereços usada por clientes, portanto o ASN que faz o anúncio não comprova que ele opera cada site hospedado.
Um endereço IP pode mudar de provedor ou de arranjo de roteamento. Por isso, registros históricos, bases de geolocalização em cache e visões atuais do BGP podem divergir. Se precisar investigar uma rota suspeita, compare os anúncios atuais, os dados de registro e as informações publicadas pelo operador antes de tirar conclusões.
Por que as rotas podem falhar
Um anúncio errado ou amplo demais pode desviar o tráfego do destino pretendido. Os operadores limitam esse risco com filtros de rotas, objetos de rota nos registros e validação de origem pela Infraestrutura de Chave Pública de Recursos, ou RPKI. O RPKI pode ajudar a validar se a origem de um prefixo é autorizada, mas não certifica que todas as rotas ou serviços são seguros.
Ao diagnosticar problemas de alcançabilidade, anote o prefixo afetado, o ASN, o ponto de observação e o horário. Compare os resultados de mais de uma rede, porque uma falha local pode ser invisível em outros lugares. O traceroute pode mostrar parte de um caminho, mas roteadores intermediários podem ocultar respostas ou limitar sua taxa. Trate cada diagnóstico isolado como uma pista, não como um mapa completo.
Um exemplo prático
Se um site funciona por um provedor de internet, mas não por outro, o DNS pode estar correto enquanto o roteamento difere. Compare o endereço IP resolvido e, em seguida, examine a visibilidade no BGP e os rastreamentos de rota a partir dos dois provedores. Entre em contato com o operador de rede responsável informando o prefixo de destino e os horários. Isso separa um incidente de roteamento de um problema na aplicação web.
ASNs no roteamento real
O registro de um ASN identifica a organização à qual o número foi alocado, não sua política de roteamento completa. Os anúncios BGP ligam sistemas autônomos a prefixos IP e podem mudar conforme mudam o peering ou os caminhos de reserva. O guia de BGP e ASN relaciona essas informações do plano de controle às rotas observadas durante o diagnóstico.